domingo, 26 de maio de 2013

FAMÍLIA:Uma agente indispensável no milagre

 FAMÍLIA: Uma agente indispensável no Milagre

 
    A paz de nosso Senhor Jesus Cristo a todos,
 "família". Um tema pouco popular hoje em dia e,também, distorcido pela sociedade, acreditando que pode ser moldada por teorias pós-modernas e progressistas. Nós,porém, como crentes em Jesus e que acreditamos na veracidade e imutabilidade da Palavra de Deus, não podemos abrir mão de preceitos que,por mais simples que pareçam, estão se perdendo gradativamente. Convido a todos a ler e refletir sobre esta postagem sobre família.

FAMÍLIA:  Uma agente indispensável no Milagre:

Deus, em seu infinito poder e soberania, estabelece,desde os primórdios da história humana, um seio no qual o indivíduo tomará forma e será forjado no sentido de tornar-se um ser com valores, com senso de certo e errado e conceitos que levará durante toda sua trajetória de vida, esse seio, que terá ligações eternas com este indivíduo não é outro senão a sua família. Muito mais que tribos, rodas de amigos e qualquer outra coisa que possa trazer valores ao indivíduo, a família é o conjunto,ou o grupo que lhe trará grande parte de suas crenças básicas .
Já nos primeiros capítulos da Bíblia Sagrada, no livro de Gênesis, vemos a história do patriarca Abraão, um homem que mudou o curso da relação humana com Deus utilizando- se apenas de um artifício: sua Fé. Até hoje, a fé abraâmica (i.e. de Abraão) é fonte de inspiração a qualquer um que deseja manter uma relação com o Eterno ou mesmo seus benefícios e dádivas.Muitos são aqueles que,motivados no exemplo de Abraão, tentam exercer sua fé de forma ativa e sobrenaturalmente como ele.Porém, outro ponto que deve ser destacado na trajetória de fé deste homem é sua relação com a sua própria família. Vivendo um dilema,no qual cria que somente Deus poderia dar solução - a saber: a incapacidade de gerar um filho - o patriarca torna-se,também, um indivíduo ligado profundamente à sua família.
Firmado em uma promessa (Gn.12.2) de que ele seria o precursor de uma aliança que duraria até sua posteridade e que seria Pai de muitas Nações, empenhou-se em ver a promessa divina realizada em sua vida.
    "2 Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção."(Genesis 12)
Embora fosse muito rico, Abraão não tinha outro foco senão ver-se cumprir a promessa divina. É interessante notar,ainda dentro da história deste patriarca, que toda sua trajetória, tinha como objetivo gerar um único herdeiro com aquela que era sua esposa,Sara, que, embora fosse parte indispensável no cumprimento das promessas divinas na vida de Abraão, tinha suas dúvidas quanto às promessas feita por Deus a seu marido.E, não é mesmo assim,leitor? Embora ela tivesse uma participação fundamental para Deus cumprir as promessas na vida de Abraão, ela mesma, não tinha a mesma fé que o nobre herói da fé, era parte indispensável naquele processo todo,mas, desconsiderava o agir de Deus em meio ao sobrenatural, como acreditava seu marido (Gn. 18.12). Note-se que, mesmo que Sara não possuísse a mesma fé, ela contemplaria o milagre de Deus e participaria deste milagre.
E,conosco não é diferente, para vivermos determinados milagres, a nossa família é determinante nesse processo.Mesmo que não mantenham uma fé como a nossa, mesmo que,até mesmo, nem professem a mesma fé, muitos dos milagres que estão prometidos a nós, vai atingi-los e dependerá de nossos familiares para que ocorram.
amém!
EDNEIDE SANTANA!!

sábado, 18 de maio de 2013

É HORA DE LARGAR O SALEREIRO E SER SAL



É Hora de Largar o Saleiro e Ser o Sal
"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido com que se há de salgar? Para nada mais serve, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens" Mateus 5:13.
Interessante perceber o quanto Jesus fez uso de metáforas para ser melhor compreendido por seus ouvintes. Como palavras tão simples, soam tão profundas? Elas penetram na alma como espada de dois gumes, Hebreus 4:12; "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração." E assim, com simplicidade e poder o que está escrito permanece para todo o sempre, revirando o interior do homem, provocando transformações. E quem quiser ser discipulo, deve largar o saleiro e ser ele mesmo o sal. Porque sem transformar a si mesmo, não há como transformar o mundo.
É fácil relacionarmos a fala de Jesus sobre sal e discipulo, considerando que comida sem sal é insossa, sem gosto e discipulos de Jesus devem ser notados como pessoas que fazem diferença, "salgam" os ambientes. Simples. Mas dessa parábola, podemos extrair "outros saborosos pratos" que nos servirão de alimento . Assim, prossigamos a mergulhar nos aceanos da graça Divina em busca de sal para temperar nosso espírito.
O sal
Está presente em quase todo o planeta: oceanos, nascentes, subterrâneos, vegetação. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: lágrimas,saliva, urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g de cloreto de sódio por litro. Respeitados os limites aconselhados pela profilaxia médica, o sal é-nos, assim, absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.
Além de cair bem ao nosso paladar, o sal é uma necessidade vital. Sem sódio, o organismo seria incapaz de transportar nutrientes ou oxigênio, transmitir impulsos nervosos ou mover músculos – inclusive o coração.
Sal, salada, salário
De tão essencial, o direito ao sal chegou a ser garantido pelo Estado. Os romanos, apesar de não manterem monopólio sobre o sal, subsidiavam seu preço para garantir que os plebeus tivessem acesso a ele. “Sal para todos” era um lema romano. Foi nessa época que surgiu a palavra “salada”, pois havia o costume de salgar os vegetais para amenizar o amargor de alguns deles. A ausência do saleiro numa mesa romana era um sinal de inimizade.
Da mesma forma que deveria estar disponível para o cidadão comum, o sal era imprescindível para os legionários que conquistavam e mantinham o gigantesco império. Tanto que os soldados chegavam a ser pagos em sal, de onde vêm as palavras “salário”, “soldo” (pagamento em sal) e “soldado” (aquele que recebeu o pagamento em sal).
Na Bíblia
2 Crônica 13:5 - Porventura não vos convém saber que o Senhor Deus de Israel deu para sempre a Davi a soberania sobre Israel, a ele e a seus filhos, por uma aliança de sal?
Levítico 2:13 - E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.
Marcos 9:49 – Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal. (No juízo final).
Gêneses 19:26 E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal”.
E o sal nosso de cada dia
Antigamente pela dificuldade de acesso e extração, o sal chegou a ter seu valor de mercado equiparado ao ouro. Acordos de guerra e paz foram selados à base dessa mercadoria. Indía e Inglaterra que o digam. O sal continua tendo muito valor, pois planeta sem sal equivale a planeta sem mar, mar sem àgua (?). Sal é vida, mas em sua quantidade ideal, perfeita como bem dosada por Deus. Nem em excesso, nem em falta. Coloquemos sal demais em qualquer alimento que o sabor se corrompe, amarga, estraga. E sem sal, sequer percebemos o sabor.
Se o sal for insípido, disse Jesus, só servirá para ser pisado pelos homens. Parece uma contradição essa frase, como pode sal ser insípido? Pode, se o sal perder suas propriedades naturais, isso acontece quando a ele são adicionadas outras substâncias. Sal, serviu de salário, de remédio, de aliança. Serviu de parábola dita pelos lábios de Jesus para nos advertir sobre os males advindos da contaminação do mundo.
Desde criança, sempre ouvi falar no poder curador do sal. Minha avô receitava banho de mar para sarar feridas. e essa função é comprovada pela medicina, uma simples receita de soro caseiro, contendo sal e açucar salva muitas vidas. Baseado no fato de que trabalhadores de minas de sal, têm maior resistência respiratória, foram desenvolvidos tratamentos à base de sal nessa área. Isso também nos diz sobre ser discipulo sal, aquele que cura vidas ao propagar a Palavra de Deus, o Evangelho de forma simples e genuína. Significa que algumas vezes, as feridas vão arder, vão sangrar mais, para deixarem de sangrar um dia.
Ser sal da terra é conhecer os limites fronteiriços entre terra e água, é saber que é necessário "peneirar, filtrar, decantar" muitas coisas que podem deteriorar a essência. Assim como salário vem de sal, e trabalhador tem direito a justo salário, pode-se dizer que ser sal é praticar justiça e a Justiça, é Cristo (Rm 1:17).
Paradoxo do sal
Se sal é vida, cura, revelador de essências, também pode ser motivo de perdas e doenças. A falta e o excesso geram distúrbios. Discípulo de Jesus deve ser esse a andar pelo centro do caminho, de forma prudente e equilibrada, tal como foi advertido em certo tempo a Josué: "Não se desvie nem para direita, nem para esquerda" Josuè 1:7. Nem sal de mais, nem de menos. O mar que tem excesso de salinidade, chama-se Mar morto, dez vezes mais sal que os demais, por essa causa é impossível que haja vida em suas águas: nem peixes, nem plantas. O mar com escasses de sal, chama-se Báltico e fica na Alemanha, as descargas de água "doce" que recebe, causa uma diluição da água salgada e a temperatura da água, bem como suas condições adversas, proporcionam maior nível de poluição e o Báltico sofre com isso.
Hipertensão é o que causa o excesso de sal no organismo. Já a falta de sal, ou sódio, no corpo humano, pode gerar Hiponatremia. O equilibrio dos níveis de sal é saúde. Da mesma forma, o equilibrio da quantidade de sal no planeta gera preservação, além disso vai e vem destruição.
O sal que salga, na medida...
E nos perguntamos: como saber a medida certa do sal, como ser o sal da terra sem falta ou excesso? Vejamos como funciona o processo de extração do sal: colheita da água do mar, concentração das águas, cristalização, retirada do sal e beneficiamento: Lucas 14: 34,35 " é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."
Se o sal fica parado em seu habitat natural ele preserva o meio mas não se torna próprio para o consumo. O sal da terra necessita ser beneficiado. Ser discipulo de Jesus, ser sal na medida certa, é esse que se cristaliza no processo de beneficiamento. Caso contrário, somente servirá para ser pisado. Discipulo sal da terra, sem excesso ou faltas é aquele que retirado da água (do batismo), da terra ( conversão), se cristaliza (purificação) para dar sabor a si mesmo e ao mundo. A medida certa é Cristo em nós porque ninguém é justo e bom, a não ser pela justiça de Cristo em si mesmo.
A mulher de Ló...
Convertida em estátua de sal, por causa do pecado, do amor a Sodoma e Gomorra e do desprezo a Deus. Uma lição que ficou estampada para eternidade, como exemplo de alguém que teve saudade do passado de práticas erradas. Jesus advertiu: "Lembrai-vos da mulher de Ló" (Lucas 17:32) é para lembrar de esquecer o que nunca deveria reviver. A mulher de Ló é um monumento eterno do excesso de sal, de corrupção pelo mundo. O sal era uma das principais mercadorias de Sodoma, o comércio desse produto, movimentava a economia local, mas um dia Deus fez cair do céu fogo, como descrito em Marcos 9: 49; "Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal (juízo). E no juízo, o sal devolve a cada um seu real sabor, sua essência contaminada ou purificada. Lembremos da mulher de Ló e prossigamos no processo de purificação, mesmo que doa, que sangre, mas as feridas precisam ser curadas, devolvendo a saúde do corpo e da alma. O processo de salinização precisa ocorrer, caso contrário, o excesso de sal faz o que fez com a esposa de Ló.
É isso, o que se pede de cada um de nós é que retornemos a essência para o qual fomos criados, sem excessos, sem faltas, mas na medida certa com Cristo.
Deus nos abençoe.


EDNEIDE SANTANA!!

PEGOS EM FLAGRANTE PELA LUZ



Pegos em Flagrante Pela Luz
“Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz. Pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade, descobrindo o que é agradável ao Senhor. E não vos associeis com as obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as. Pois o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é vergonhoso. Mas todas as coisas manifestas pela luz tornam-se visíveis, pois é a luz que a tudo manifesta” (Ef.5:8-13).
As trevas representam a ignorância na qual a humanidade alienada de Deus está mergulhada. Ao virmos para luz que é Cristo, tornamo-nos também luz, isso porque “aquele que se une ao Senhor é um só espírito com ele” (1 Co.6:17). Por isso, assim como Ele Se apresenta como a luz do mundo, também diz que somos a luz do mundo (confira: Jo.8:12; Mt.5:14). Não há aqui qualquer contradição. Como disse Paulo, somos luz no Senhor! O propósito de Deus é que sejamos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa”, entre a qual devemos resplandecer “como astros no mundo” (Fp.2:15). Não somos luz para nós mesmos. Somos luz para o mundo! Nosso papel não é iluminar a cabine do carro, mas a estrada à sua frente. Imagine um carro cujos faróis estivessem voltados para o seu interior!
É em meio às trevas que devemos resplandecer a luz do amor de Cristo. João diz no início do seu Evangelho, que “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram sobre ela (...) A luz verdadeira que ilumina a todos os homens estava vindo ao mundo” (Jo.1:4-5,9). O destino desta luz é iluminar a todos os homens, e não apenas àqueles que aderiram à nossa denominação ou credo religioso.
Nossa presença no mundo tem o objetivo de torná-lo um lugar melhor para esta e as próximas gerações. Se em vez de melhorar, o mundo tem piorado a cada geração, talvez seja porque estejamos projetando a luz sobre nós mesmos, e não na direção do mundo. O sábio Salomão afirma que “a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Mas o caminho dos ímpios é como a escuridão; não conhecem aquilo em que tropeçam” (Pv.4:18-19). Não importa quão densas sejam as trevas que pairam sobre os povos, a luz sempre prevalecerá. Estamos a caminho do Dia Perfeito. Avistamos o romper da alvorada, e não o crepúsculo do dia. “A noite é passada, e o dia é chegado!” (Rm.13:12). Por isso, “as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz” (1 Jo.2:8b).
De acordo com Paulo, o viver na luz resulta em frutos, enquanto viver nas trevas resulta em obras infrutuosas. E o fruto da luz consiste invariavelmente em toda bondade, justiça e verdade. Este tripé nos serve de parâmetro para que descubramos o que agrada a Deus. É este mesmo tripé o fundamento de nossa utopia. É sobre ele que devemos trabalhar pela edificação da civilização do Reino de Deus. Deus é Luz, e n’Ele não há treva alguma. “Esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos que Deus é luz, e nele não há treva alguma” (1 Jo.1:5). “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobre de variação” (Tg.1:17). Diferente de nós, humanos, sujeitos a alterações repentinas de gosto e de humor, Deus é imutável. O que O agradava há dois mil anos, ainda é o que O agrada hoje. Seu caráter imutável O impede de transigir com Seus princípios. Há uma perfeita harmonia entre Seu caráter santo e Sua maneira de agir. Não há nada obscuro em Deus. Suas intenções são sempre claras, a despeito das interpretações que venhamos a fazer. Portanto, viver em Deus implica abrir mão das zonas tenebrosas e sombrias de nosso ser, expondo-as à luz. Tudo em nós que não estiver de acordo com a bondade, a justiça e a verdade, deve ser rechaçado, pois está dentro da categoria das obras infrutuosas das trevas.
Paulo diz que a luz tudo manifesta, o que significa dizer que a luz torna as coisas visíveis. Qual a abrangência deste “tudo”? Este “tudo” é proporcional ao seu oposto equivalente “nada” usado em outra passagem: “Nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se” (Mt.10:26b). Paulo ecoa esta verdade em outra passagem, ao dizer que o Senhor “trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações” (1 Co.4:5b). Portanto, “tudo” engloba toda a realidade, tanto objetiva, quanto subjetiva. Nada ficará imune à ação da luz.
Quando um ambiente é iluminado, podemos ver claramente, e distinguir os contornos dos objetos, os espaços entre eles, e as cores. A distinção dos contornos nos ajuda a identificar os objetos. Portanto, onde há luz fica patente quem é quem. É por isso que a luz atrai alguns, enquanto rechaça a outros. Jesus tratou com este fato de maneira franca: “A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más. Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem vive de acordo com a verdade vem para a luz, a fim de que se veja claramente que as suas obras são feitas em Deus” (Jo.3:19-21). Enquanto há gente que tem medo de escuro, há outros que têm pavor da luz. Há certo conforto em se viver nas trevas. Podemos esconder nossas verdadeiras intenções, camuflar nossos sentimentos, justificar nossa conduta. Porém, quando as trevas se dissipam, vemo-nos expostos à avaliação de Deus e apreciação dos que nos rodeiam. Aos olhos de Deus somos todos translúcidos. Ele nos enxerga por dentro, tanto quanto por fora. Por isso, avalia nossas ações e motivações. Ainda que logremos receber os aplausos do mundo por causa de nossas boas obras, Deus examinará nossas verdadeiras intenções.
A distinção dos espaços nos ajuda a caminhar entre os objetos, o que nos possibilita a determinar a direção que vamos tomar, evitando assim colisões desnecessárias. Quando aquela mulher da parábola perdeu sua moeda dentro de casa, a primeira medida que tomou, antes mesmo de varrer toda a casa, foi acender um candeeiro (Lc.15:8). Não podemos encontrar o que está perdido, sem a indispensável ajuda da luz. A luz promove encontros e reencontros, as trevas provocam colisões. “Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos” (1 Jo.2:9-11). Por que quem está em trevas odeia a seu irmão? Porque não o enxerga como Deus o vê. Com isso, as colisões são constantes, agravando ainda mais o ódio entre eles. A gente nunca sabe quem topou em quem, e, acaba colocando a culpa sempre no outro. Discussões, partidarismo, animosidade entre as pessoas, nada mais são do que o resultado de se andar em trevas. Por não saber por onde andamos, acabamos invadindo o espaço alheio, desrespeitando a individualidade, colidindo com o interesse do outro, etc. Por isso Jesus admoestou: “...Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apenhem. Quem anda nas trevas não sabe para onde vai” (Jo.12:35b). Quem anda na luz sempre sabe em que direção está caminhando. Sua vida tem propósito. Como atestou Paulo: “Portanto corro, não como indeciso; combato, não como batendo no ar” (1 Co.9:26).
Além de manifestar o formato das coisas, e o espaço entre elas, a luz é que as torna coloridas. Sem luz não há cor. A vida não tem graça. As cores também revelam o estado real das coisas. Você comeria uma banana verde? Por que não? Porque a cor verde indica que ela ainda não amadureceu o suficiente para ser degustada. Se insistir em comê-la, poderá ter uma indigestão. Sem luz, não haveria cor. Imagine um mundo em preto e branco! Seríamos todos daltônicos, ou pior, cegos! De acordo com as narrativas de Gênesis, antes de começar a organizar a criação, colocando cada coisa em seu devido lugar, a primeira medida tomada por Deus foi dizer: Haja luz! (Gn.1:3). É perda de tempo tentar colocar as coisas em ordem na escuridão. Pergunte a qualquer dona de casa se ele se atreveria a dar uma faxina com as luzes apagadas. Pois a faxina na Casa de Deus já começou! E quem usa de engano, não consegue firmar-se em Sua presença augusta. A verdade o apavora. Era sobre isso que João tratava em sua epístola, ao dizer: "Saíram de nosso meio, mas não eram dos nossos. Pois se tivessem sido dos nossos, teriam ficado conosco; mas isto é para que se MANIFESTASSE que nenhum deles é dos nossos" (1 Jo.2:19).

EDNEIDE SANTANA!!

A HISTORIA DE MARIA MADALENA ( RESUMO)

A história de Maria Madalena na Bíblia Maria Madalena, como era chamada, foi uma discípula e seguidora de Jesus . Ela foi cura...